Cão Feliz

Lucas Carvalho

Responsável por alimentar o site.

Carrapato em cães. O que fazer?

O carrapato é um parasita que consome sangue dos animais. Ele pode ser encontrado na pele de cães e outros animais.

Os carrapatos são aracnídeos que podem parasitar cães, gatos, seres humanos e outros animais domésticos. Há vários tipos de carrapatos, e o carrapato marrom ou urbano parasita principalmente cães. Essa espécie prefere ficar perto dos locais onde o cão vive, como pisos cimentados ou de madeira. Além do chão, o carrapato marrom adora se esconder nas frestas das paredes e no teto. Quando os cães estão dormindo ou descansando, os carrapatos descem para subir nos cães e fazer a sua alimentação de sangue.

Após sugar o sangue, as fêmeas descem do animal e procuram um local seguro para fazer a postura. Para se ter uma ideia, cada fêmea de carrapato marrom pode colocar até 4 mil ovos. Dos ovos colocados no ambiente onde o animal vive, eclodem as larvas que imediatamente procuram um cão para se alimentar. Em todas as formas evolutivas do carrapato marrom ele vai se alimentar de sangue. Por isso, muito cuidado, pois estes parasitas transmitem doenças como a babesiose e a erliquiose que podem levar os cães à morte.

Em qual período eles se reproduzem com maior frequência?
Muitos humanos não sabem, mas a doença do carrapato pode ser transmitida de duas formas. Apesar disso, ambos os modos são transmitidos pela mesma espécie, o Rhipicephalus sanguineus, também conhecido como carrapato marrom. Independentemente de qual a forma de contágio, a atuação da doença no organismo do cãozinho ocorre de forma similar: atacando as células de defesa e afetando órgãos vitais, podendo levar seu amiguinho à morte.

Existe algum produto que é melhor que outro?
-O talco tem um custo menor, mas não tem tanta absorção e deve ser usado diariamente. Além disso, ele não protege o ambiente e alguns cães podem ter alergia ao produto.

-Os que são mais caros são as pipetas Top Spot e os sprays, que são de uso mensal. Lembrando que depois da aplicação desses produtos é necessário esperar cinco dias para dar banho no cão.

-As coleiras podem causar intoxicações no caso de ter contato com crianças, que podem colocar a mão na boca. Mas, se o tutor preferir por ela, o uso é contínuo, e não deve ser colocado perto da boca do cão. Isso é para que ele não morda e também sofra com intoxicação.

Onde mais posso encontrar carrapatos em minha casa, como posso eliminar os carrapatos do ambiente?
Atualmente com um mercado tão amplo e diverso, existem produtos específicos para essa finalidade. No geral, são diluídos em água e aplicados sobre as superfícies de pisos, paredes e tetos. Vassouras de fogo também são efetivas nos casos em que podem ser utilizadas.

Qual a melhor forma de evitar que meu pet tenha um carrapato?
Existem produtos que podem ser usados, como as pipetas que são colocadas atrás do pescoço do animal, os talcos, que são menos utilizados atualmente, mas ainda podem ser colocados no ambiente onde o animal fica, sprays, que são muito utilizados quando o animal vai na rua, as coleiras, que têm uma substância que previne e mata os carrapatos e os comprimidos (que são produtos relativamente novos no mercado).

Tipos
1.Erliquiose: é uma patologia causada pela bactéria gram-negativa Erlichia canis da ordem Rickettsiales, que afeta os membros da família Canidae. Ela destrói os glóbulos brancos do cão com doença do carrapato e apresenta sintomas como: apatia, falta de apetite, febre, vômitos, diarreia, sangue pelo nariz, respiração ofegante e mucosas pálidas.

1.Babesiose: é causada por um protozoário e ao contrário da anterior, atua destruindo os glóbulos vermelhos do organismo do animalzinho. Capaz de gerar a infecção dos glóbulos vermelhos dos cães, destruindo-os e levando a uma anemia grave. Os sintomas são perda de apetite, apatia, anemia e febre.

Quais são os principais sintomas das doenças?
Febre, falta de apetite, perda de peso, tristeza, sangramento nasal, vômito
e manchas avermelhadas pelo corpo são alguns dos sintomas das doenças transmitidas por carrapato. Entretanto, como esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças, a avaliação do médico veterinário é importante para confirmar o diagnóstico, assim você saberá o tratamento exato para seu pet.

O que fazer com carrapatos?
Após identificar a presença de carrapatos, o tutor deve manter os pelos do cachorro separados na região afetada. Logo após a separação dos pelos devemos pegar o carrapato com uma pinça e puxar pela cabeça dele, agarrando na parte mais próxima à picada.

No momento você vai precisar de três coisas que são essenciais para o momento:
– Não aperte a pele do cachorro;
– Evite que a cabeça do carrapato se solte e fique enfiada na pele do seu amigo;
– É preciso arrancar esses ácaros pela cabeça, evitando que ele se solte;
– Use uma pinça para remover o carrapato;
– Tenha um frasco com álcool;
– Use luvas caso precise.

O correto é manter o carrapato em um frasco com álcool durante 24h, assim é possível ter certeza de que ele está de fato morto. Depois de tirar os carrapatos, devemos limpar e desinfetar a região da picada para ajudar na recuperação do cachorro como já mencionado anteriormente.

Os ciclos de vida dos carrapatos incluem períodos em que eles se instalam na residência. Se seu cachorro está infectado é muito provável que a sua casa também esteja, por isso, é indispensável que você não esqueça de também tirar o carrapato de cachorro da sua casa com uma boa limpeza em todo o território.

Quais os cuidados ao escolher filhote de cachorro?

O filhotinho acabou de chegar na nova casa, esse momento representa muita alegria para você e sua família. Mas,  como cuidar desse bichinho da maneira certa para que ele se desenvolva bem e possa se relacionar da melhor forma possível com as pessoas e outros animais? É normal o surgimento de muitas dúvidas  logo nos primeiros momentos que levamos o filhotinho para nossa casa e ficamos perdidos tentando encontrar as informações sobre o que fazer. E para solucionar essa dúvida confira abaixo:
Escolhendo o pet: Caso ainda não tenha escolhido seu pet essas informações podem ajudar você a ter um pouco mais de tranquilidade nos cuidados com o animal. A raça e o tamanho são critérios muito importantes para a adoção dos cachorros, já que possuem características únicas. Pense nas seguintes questões antes de adotar um pet “Eu tenho espaço necessário para um animal de porte grande ou médio?”, “Trabalho o dia inteiro, será que vou conseguir acompanhar meu pet?” “Ele vai conviver com crianças?”. Todas essas questões são importantes para te ajudar a escolher e acolher um filhote de maneira correta.
O tamanho da casa influencia no porte do animal. Se você mora em um apartamento muito pequeno não deve procurar um cachorro grande ou que tenha instinto de caçador. Já se possui bastante espaço, pets grandes ou pequenos vão fazer a festa e acabam sofrendo sem o espaço que precisam para viver bem.
Alguns cachorrinhos são muito dependentes e podem desenvolver doenças como ansiedade e depressão se ficarem muito tempo sozinhos. Já outros possuem uma personalidade mais independente e não se importam de passar algumas horas sozinhos por dia. Por isso, é importante observar sua rotina.
Como escolher o cão?
1.Comece colocando o bichinho no chão, se afaste um pouco, agache e chame o pequeno com palmas e falando em um tom de voz suave e alegre.
-Se ele for até você prontamente, com o rabo levantado, pular e até tentar morder a mão, temos um cachorro dominante.
-Se ele for com o rabo levantado e apenas subir no colo, é um cachorro menos dominante.
-Se vier com o rabo baixo, é mais calmo.
-E se não for, provavelmente será um cão medroso ou somente com pouco interesse nos seres humanos.
2.Levante-se e comece a andar.
-O filhotinho dominante irá seguir prontamente, com o rabo levantado e mordendo nosso calcanhar.
-Se não for tão dominante, só irá seguir com o rabinho levantado.
-Se for mais calmo ficará com o rabinho baixo.
-Se o cachorro não seguir, será um cachorro mais independente.
3.Em seguida, pegue o filhotinho com muito cuidado, e o coloque de barriga para cima no chão deitado e ponha então sua mão aberta sobre o peito dele e veja a reação do animal.
-Os dominantes vão espernear mais, alguns vão até rosnar e tentar morder sua mão.
-Os muito tímidos vão ficar imóveis, com o rabinho entre as pernas e até fazer esforços para olhar nos seus olhos.
-E aquele filhotinho intermediário vai espernear e até ganir um pouco, parar, espernear mais um pouco, e assim até se acalmar.
Agora que já resolvemos a questão da escolha do pet, vamos ao principal: O que fazer nos primeiros dias?
1.Primeiro dia: 
Durante a noite, cubra-o com um pano, que pode ter sido retirado do canil e terá o cheiro de sua mãe, para que ele se sinta mais protegido. Relógios mecânicos podem simular os batimentos cardíacos maternos e ajudar na primeira noite. Evite alterar a alimentação do filhote nas primeiras semanas. Um filhote de até 3 meses de idade costuma dormir bastante, desta maneira evite acordá-lo com muita freqüência ou pegá-lo de qualquer maneira. Não o deixe sozinho por muito tempo ou próximo a locais barulhentos e repletos de pessoas. Não permita que crianças brinquem de forma errada com ele e o tratem como um brinquedo.
2.Alimentação: 
Nunca deixe ração à vontade para o seu filhote, além de não ser nada saudável, pode levá-lo à obesidade. A obesidade pode gerar diversos problemas no filhote, afetando as articulações, coração, fígado e rins. Quando a ração fica disponível por muitas horas durante o dia, o cão come um pouco e acaba salivando em cima da comida que ficou no pote e essa saliva vai servir como meio de cultura para proliferação de micro-organismos que podem fazer mal para o seu filhote.
3.Xixi e cocô no lugar certo: 
O primeiro passo é escolher onde vai ser o banheiro e o que você vai usar para o seu filhote fazer as necessidades. Normalmente os tutores escolhem os tapetes higiênicos porque são mais absorventes e não deixam que o xixi vaze, diferente do jornal. É importante lembrar que o local seja onde não tenha muita movimentação de pessoas, não seja muito próximo de portas, para não acontecer acidentes ao abrir a porta em cima das necessidades. Também, por questões de higiene, é bom que não seja muito próximo de onde o filhote faz as refeições e dorme.
Como prevenir acidentes?
Em toda casa, pode existir locais que apresentam grande risco para acidentes com filhotes, como as escadas, varandas e piscinas. Com isso, é importante cercar esses ambientes com tela ou usar um portãozinho para evitar o acesso do animal sem uma supervisão.
Não deixe no alcance do animal objetos perigosos que possam representar risco para ele, como é o exemplo de:
-Tesouras;
-Utensílios cortantes;
-Enfeites de vidro;
-Cerâmica;
-Fios elétricos.
Filhotes são curiosos e arteiros, por isso, todo cuidado para evitar que eles se machuquem (ou façam algum estrago) é essencial.

Emergência com o seu pet. O que fazer?

Os nossos pets estão sempre sujeitos a sofrerem com machucados, mesmo que não saiam de casa na maior parte do tempo. Por mais que a maioria dos tutores espere que uma emergência nunca aconteça com a saúde dos nossos cães, elas podem acabar chegando em algum momento da vida. Isso acontece devido a sua grande curiosidade em relação ao mundo e ao espaço em que vivem, então acabam se metendo em confusões. Com toda essa situação, é relevante que os tutores estejam preparados para cuidar dos ferimentos e ter um kit primeiros socorros equipado para que possam socorrer o seu amado pet.

Quando eles sofrem com o atropelamento, engasgam, ou têm uma convulsão, é normal que a ida ao veterinário seja necessária. Porém, o questionamento que muitos tutores fazem é “O que fazer quando esse problema acontece?” Prestar os primeiros socorros de maneira correta pode ser um forte fator determinante para a situação de vida do seu amigo depois que tudo passar.

Saber lidar com esses machucados será um jeito de evitar que o problema se agrave e o pet sofra ainda mais. Dependendo da lesão, como um arranhão, o próprio dono consegue resolver em casa com o auxílio do kit primeiros socorros. Contudo, é muito importante lembrar que esses cuidados não substituem a avaliação médica veterinária. Por isso, se a situação pede a atuação de um profissional, não deixe de levá-lo a uma clínica.

Por que ter um kit de primeiros socorros?
O kit é essencial para lidar com ferimentos leves e graves. Acompanhado dos itens certos na sua casa, poderá ser mais “tranquilo” realizar os primeiros socorros enquanto chega ao atendimento médico. Essa rápida assistência pode contribuir para o salvamento do animal.

O tutor pode usar produtos exclusivamente humanos nos pets para ajudá-los?

Definitivamente não! Os medicamentos devem ser diferentes para o kit do pet, isso deve ser feito devido ao PH e metabolismo diferentes em cada raça.. O ideal é que os itens do kit sejam de uso veterinário.

Itens necessários:
• Focinheira: por mais dócil que ele seja, está sentindo dor e pode revidar violentamente. É melhor prevenir que ambos se machuquem.
• Luvas de látex ou borracha descartáveis: é importante para evitar que sua mão entre em contato com o ferimento e transmita germes e bactérias.
• Gazes: auxilia na limpeza do local afetado e ajuda a estancar sangramentos. Além disso, é ótimo para fazer curativos.
• Cotonetes: irá ajudar a limpar pontos específicos do machucado e na aplicação de medicamentos líquidos.
• Esparadrapo: ajuda a segurar o curativo.
• Ataduras: ajudam no processo de curativos ou imobilizações de áreas machucadas.
• Soro fisiológico: essencial para limpar ferimentos.
• Sabonetes antissépticos: para quando for lavar o ferimento com água corrente.
• Tesoura: compre uma específica para que não precise utilizar uma tesoura que possa estar contaminada.
• Água-oxigenada: só deve ser utilizada em casos específicos, isso significa só quando o ferimento está muito infeccionado.
• Analgésicos e anti-inflamatórios: ajudará na redução de dor e aceleração da cura, e jamais ofereça remédios humanos.
• Pinça: item perfeito para retirar com segurança o material que machucou o pet.
• Anti-histamínicos: recomendado para animais alérgicos as picadas de insetos.
• Pomadas cicatrizantes: ajuda a acelerar a cura do machucado.

O que fazer para socorrer o pet?

• Cachorro engasgado: você vai precisar aplicar pressão no abdômen dele para que o ar expulse o corpo estranho que estiver preso. Mas antes de tudo é necessário ter cuidado com a intensidade da pressão que vai ser feita no abdômen do animal porque, dependendo da raça. A melhor maneira de ajudar seu pet é abraçando o cachorro por trás e posicionando os braços embaixo das costelas dele, assim ele terá menos chances de se machucar e  não correrá riscos de quebrar os ossos do animal.
• Envenenamento: primeiro deve-se identificar os sinais de envenenamento que são: apatia, salivação, hematomas, perda de sangue pela narina ou fezes, tremores involuntários e convulsões. Para ajudá-lo deverá deitar o pet, permitir que ele tenha ventilação adequada, não estimular o vômito e não fornecer alimento, líquidos ou qualquer medicamento também são manejos que auxiliam na recuperação desse animal.

Após isso vá direto ao veterinário, em estado de emergência, é fundamental que seja feito um diagnóstico preciso e correto dos problemas que afetam o animal assim indicando que tipo de medidas e precauções devem ser tomadas.

Outros casos que irá precisar socorrer seu pet:
• Ingestão de corpos estranhos: sinais que vão desde um simples mal-estar até o óbito, a ingestão de materiais e produtos estranhos (incluindo metais, plásticos, panos, ossos e madeiras, entre outros) pode causar complicações graves e, inclusive lesionar de maneira significativa a região gastrointestinal do pet.
• Obstrução urinária: problema que ocorre no trato urinário dos gatos e causa a obstrução das vias urinárias do animal, sendo causadora de diversas dores.
• Hipertermia por insolação ou internação: A exposição ao sol quente por períodos prolongados, a prática de exercícios neste mesmo tipo de clima e a permanência de pets em ambientes fechados sob essas condições pode provocar a insolação ou internação dos cães e gatos.
• Atropelamento: pode causar todo tipo de lesão e fratura, sendo elas graves ou leves, essa  ocorrência deve ser tratada imediatamente para que o animal tenha chances de recuperação.
• Quedas: pode causar desde fraturas nos membros até problemas mais graves na porção interna dos pets, dependendo da gravidade do acidente.
• Brigas: confrontos animais podem provocar resultados bastante preocupantes

Para mais dicas de como ajudar o seu bichinho em momentos de emergências, siga o nosso perfil no Instagram e Facebook: @caofelizonline.

Porquê meu cão é hiperativo?

Que os cães sofrem com diversos problemas como humanos, isso já é conhecimento de uma boa parte dos tutores. Agora, você sabia que o cão agitado em excesso pode ser um sinal claro de hiperatividade? Infelizmente esse problema não é muito conhecida pelos tutores, mesmo justificando diversos comportamentos dos seus cães.
A hiperatividade canina, como a humana, tem causas fisiológicas, essa informação vem dos estudiosos da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Entretanto, existem casos em que o animal apresenta comportamento destrutivo, latidos em excesso, agressividade e outros hábitos indesejados são sinais muito comuns de um cachorro hiperativo.
Todos sabemos que nada é mais saudável do que um cachorro que gosta de brincar, passear e interagir com a sua família. E isso é um comportamento fundamental para os cães, pois elas estimulam os sentidos e uma série de instintos dos pets. É relevante entender que antes de classificar um cachorro como hiperativo, é necessário que o tutor seja sincero consigo mesmo. Se pergunte se você tem proporcionado os estímulos necessários para garantir o bem-estar do animal, assim ajudando seu pet a controlar o tédio de não fazer nada e a ansiedade. Esse questionamento deve ser sempre realizado porque, na maior parte das vezes, a hiperatividade é uma reação à falta de atividades ao longo do dia.
Dessa maneira, é importante ter sempre em mente que algumas raças são naturalmente mais agitadas do que outras. Por exemplo: Beagle, Border Collie, entre outros. Em um todo, essas raças precisam de mais estímulos do que cães de companhia. E lembre-se que todo cachorro precisa de passeios e brincadeiras todos os dias.
A falta de companhia do tutor e de estímulos como é o caso do adestramento, se encontra entre as principais causas da ansiedade e da hiperatividade canina. Porém, a ciência suspeita que a hiperatividade canina possa ter também uma origem fisiológica. Além disso, um cachorro hiperativo também pode apresentar alterações hormonais, como o hipertireoidismo. O problema acelera o metabolismo, apesar de a doença ser mais comum em gatos.

Sinais de hiperatividade

-Ser agressivo
Eles costumam dar alguns sinais de que estão incomodados e agitados antes de partir para uma mordida, como:
• O cão boceja, pestaneja ou lambe o nariz;
• Afasta o focinho ou vira a cabeça para o lado;
• Senta, dá patadas ou vira o corpo para outra direção;
• Fica em postura ereta, com olhar fixo;
• Rosna;
• Ameaça que vai morder;
• Morde.

Alguns outros sinais são:

-Não obedecer a comandos
Não obedece comandos simples como é o caso do “dê a patinha”, “sente”, “deite” e “role”. Nem obedece o comando do tutor de primeira e dependendo da ocasião sendo necessário chamá-lo diversas vezes até que possa entender.
-Latir sem parar
É uma manifestação vocal canina complexa e com bastante carga emocional. Assim, as características desse som também variam conforme a ação em que o pet está presenciando, a necessidade e objetivo.
-Ter excesso de dominância:
A dominância ocorre quando, em um mesmo espaço, se relacionam vários cães. Então é estabelecida uma relação hierárquica que pode derivar em dominância ou submissão de cada um dos seus animais, e caso outros animais não o obedeçam ele pode acabar ficando agressivo.
-Correr atrás do rabo com frequência:
O animal persegue a cauda para acabar com o incômodo gerado pelo problema no que sente no momento. Depois que se cura o comportamento não vai embora, pois o animal acaba associado a uma sensação boa e repetindo diversas vezes.
– Não permitir carinhos
Fica irritado quando seu tutor tenta acalmar com carinho  e pode até mesmo acabar rosnando.
– Ficar agitado mesmo sem estímulos
Isso acontece, quando mesmo sem reforçar nenhum tipo de brincadeira, como pegar a bolinha, por exemplo, o animal continua muito agitado correndo de um lado para o outro excessivamente.

O que fazer para acalmar um cachorro hiperativo?

• Sempre saia com o seu pet para um passeio, de preferência mais de uma vez ao dia, antes das 10h e depois das 16h são os melhores horários para sair com seu cão. Atividades físicas são uma ótima forma de canalizar a energia do seu amigo. O passeio diário, além de o estimular fisicamente, manterá o animal calmo e livre do tédio, que na maioria dos casos é o principal causador da agitação;
• Use bastante do enriquecimento ambiental com diferentes tipos de acessórios, incluindo brinquedos recheados para eles procurarem e outros objetos para cachorros hiperativos;
• Em casa, faça brincadeiras que estimulem o pet a correr, como lançamento de bolinha, esconde-esconde ou caça ao tesouro;
• Substitua a alimentação do pet antes de sair de casa para compromissos longos, coloque o alimento em um brinquedo que possa rechear. Assim, o cachorro se distrai e gasta energia ao procurar e tentar liberar a comida;
• Ensine novos truques para o seu amigo, eles são muito úteis em determinadas situações, já que os mesmos estimulam sistema  cognitivo do pet e o deixam mais atento e comportados;
• Ao viajar, entre em contato conosco. A hospedagem em domicílio que oferecemos inclui passeios, brincadeiras e outras atividades para o seu cão gastar bastante energia. O serviço de pet babá é ideal para quem precisa viajar, ou ficar ausente de casa por outros motivos.
Outra questão que sempre deve ser ressaltada, é a de medicamentos. O tutor nunca deve dar calmantes ao seu pet, ou outro qualquer remédio sem prescrição de um médico veterinário. Leve-o ao veterinário e o próprio médico indicará o melhor tratamento para seu pet, incluindo a medicação nas medidas corretas.

Ansiedade de Separação

A sociedade contemporânea, com seu novo crescimento e estilo de vida, estão mais suscetíveis a manifestação de um quadro de isolamento pessoal e isso vem contribuindo para o aumento no número de animais de companhia. Em consequência desse novo estilo de vida dos seus pets, os seres humanos influenciaram os animais com suas frustrações e medos. Nos últimos 25 anos, tem-se tornado cada vez maior e mais comum para os veterinários ver animais com problemas de ansiedade.

Essa mudança do tratamento dos tutores para com os seus pets é o que gera distúrbios psicossomáticos. Isso pode resultar em um animal, muitas vezes, incompreendido pelo seus tutores, pois muitos não sabem qual é o comportamento canino normal ou o comportamento que possam ter, pois eles conhecem somente seus cães como membros da família. Isso significa que sem o contato com cães de outras famílias, é ainda mais difícil saber se aquilo que ocorre com seu pet é normal ou não, pois não possuíram um exemplo.

Essa é uma condição da Ansiedade de separação, ela é uma condição de pânico que se manifesta em comportamentos destrutivos como arranhar portas e janelas, latir ou uivar constantemente, urinar e defecar pela casa, e em alguns casos, pode acabar que o cão fique em estado tão grave que irá resultar no cachorro se machucando sozinho.

A dependência emocional em relação ao tutor não pode ser visto como um sinal de amor ou carinho, pois é na realidade um transtorno que pode gerar depressão, estresse ou a síndrome de ansiedade de separação. Cães com ansiedade de separação costumam ficar muito agitados quando percebem que o dono está para sair, latem ou choram para chamar a atenção, além de seguirem o dono pela casa inteira e às vezes até começarem a tremer e puxar pelas roupas dos humanos para convencê-los a ficar.

Diagnóstico:

Será necessário que o animal receba um exame clínico completo. Dependendo dos comportamentos específicos que o cão está apresentando, pode ser necessário realizar um exame ainda mais detalhado. O diagnóstico irá se basear na no comportamento e no histórico detalhado (isso inclui os comportamentos do pet assim que chegou em seu novo lar, até o momento que apresenta esse comportamento).

Como lidar com a ansiedade de separação

— Antes de sair:

Pode fazê-lo ficar mais calmo na hora que você estiver saindo sem ele, e antes pode fazê-lo gastar energia de uma forma bem simples. Brinque bastante com seu pet ou dê um passeio com ele. Assim ele vai estar cansado o suficiente quando você estiver saindo e vai estar mais propenso a usar uma parte do tempo sozinho para comer, beber água e cochilar bastante.

— No momento de sair:

É muito importante atenção na hora da saída. Não dê muita atenção ao cachorro na verdade, você pode ignorá-lo nos 15 minutos que antecedem a saída. Pode parecer uma atitude cruel, entretanto é melhor fazer isso do que aquelas despedidas muito longas. Essas despedidas mostram ao peludo que você está sofrendo por ter de deixá-lo sozinho e se você está sofrendo, ele acredita que também vai sofrer quando estiver sozinho.

1. Comece saindo por pouco tempo e vá aumentando essa pausa aos poucos, alguns minutos por dia.

2. Haja como se fosse sair, troque de roupa, coloque os sapatos, pegue as chaves e fique em casa. Depois de um tempo, desfaça tudo e continue agindo como se nada de diferente estivesse acontecendo.

3. Deixe tudo pronto com antecedência de coisas já prontas (por exemplo, deixe as chaves dentro da bolsa para não fazerem barulho). Isso vai deixar o cão menos atento ao momento de saída.

— Na sua chegada:

Não faça cerimónia na chegada, caso faça, seu cão pode pensar que algo ruim aconteceu e por isso ele não deve permitir que você saia. Pode fazer contato visual com o cão, mas não fique interagindo demais com ele. Se ele tiver feito bagunça e você chegar com agitação e dando bronca, ele vai interpretar isso como um reforço positivo.

Ferramentas de auxílio

— Recompensas e jogos:

É muito comum que os cães adorem mastigar, esse é um comportamento natural dos que os auxiliam em diversas funções, isso inclui aliviar o estresse canino. Estimule seu cão a mastigar e brincar com itens apropriados. Pode até mesmo comprar brinquedos recheados ou petiscos e esconder pela casa para que ele procure.

— Fragrâncias naturais:

A técnica aromaterapia também pode ser muito útil. Muitos difusores imitam aromas naturais que lembram os cães de suas mães e lhe conferem conforto e segurança. Outros também são substâncias naturais que o tranquiliza. Manter esses aromas no ambiente enquanto você está fora pode auxiliar muito seu cachorro.

• Aromas como:

1. Óleos essenciais especiais para o pet;

2. Ervas;

3. Incenso;

— Suplementos calmantes:

Pode pedir a recomendação a um veterinário para o uso de comprimidos mastigáveis e aditivos para água, para dar a ele alguns minutos antes de sair. Esses suplementos são seguros para seu cachorro e muitos são feitos de ingredientes naturais. Mas nunca dispense a opinião de um especialista em relação a isso.

Em resumo, faça companhia ao seu pet, sempre permita que ele realize certas tarefas sem você auxiliando ou como companhia. Permita que ele se acostume a comer sozinho em um cômodo, ou que ele se distraia com um brinquedo sem precisar que você participe da brincadeira. Quando ele aprende que consegue fazer essas coisas sozinho, ele conseguirá fazê-las quando você se ausentar. Esse é o principal treinamento contra a ansiedade da separação. Também é uma boa ideia que você faça o adestramento ou pelo menos os comandos básicos como sentar, deitar e ficar.