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Ansiedade de separação - Entenda o comportamento canino

Ansiedade de separação - Entenda o comportamento canino


Em uma sociedade contemporânea, com seu estilo de vida acelerado, quadros como de isolamento pessoal e social se tornam mais comuns e isso vem contribuindo para o aumento de animais como fiel companhia. Definir novos padrões de bem-estar para animais de companhia é uma tarefa complicada, por serem frequentemente tratados e interpretados como seres humanos intimamente inseridos no contexto de famílias humanas.

Em uma sociedade contemporânea, com seu estilo de vida acelerado, quadros como de isolamento pessoal e social se tornam mais comuns e isso vem contribuindo para o aumento de animais como fiel companhia. Definir novos padrões de bem-estar para animais de companhia é uma tarefa complicada, por serem frequentemente tratados e interpretados como seres humanos intimamente inseridos no contexto de famílias humanas.

 

Ao existir um apego muito grande entre o cão e o tutor, o aparecimento de alguns problemas como a ansiedade de separação se torna presente. Esse comportamento é definido como uma manifestação dos cães ao serem deixados sozinhos ou abandonados. É um problema motivado pelo medo que o pet sente ao sentir que está longe do tutor. Ele começa a ter a sensação de ameaça, de perigo e ativa o alerta que pode resultar em destruição de objetos, choro e em um cão desesperado e com medo. Com uma socialização inadequada, mudanças na rotina de forma repentina ou sem constância, frustração em não realizar as atividades diárias, correr atrás do próprio rabo, não ter controle de micção(ato de expelir urina, voluntariamente ou não), se recusar a comer sozinho e uma separação durante um período de tempo, como é indicado no texto, produz no animal um estado de ansiedade incontrolável.


Os cães são acostumados a viver em matilhas, e por isso são acostumados a viver muitas horas com seus companheiros. Essas mudanças podem fazer com que o cão venha ter um transtorno de ansiedade, já que ele vê seu tutor como o seu líder e integrante da matilha que o ajuda.

Esses casos são identificados como:

• Hiperfixação ou Hipervinculação: é uma situação que torna o cão mais vulnerável a acontecimentos específicos. Esse é o cão com temperamento ligeiramente ansioso, que solicita a atenção do seu tutor e sempre o consegue, com sucesso. Para isso, ele pode chamar a atenção do tutor de uma ou várias formas,que na maioria, são desagradáveis, estressantes e até prejudiciais aos membros da família. 


• Ansiedade Pré-partida: se apresenta assim que o tutor se prepara para sair. Os sinais exibidos são: inquietação, tremores, marcha equipada, ganidos, depressão e alterações físicas.

Diagnóstico:

O diagnóstico irá depender do comportamento  específico que o
indivíduo está exibindo e dos resultados do
exame clínico. Pode ser necessário a realização de exames neurológicos e complementares. O diagnóstico terá base
base na observação do comportamento, no histórico detalhado, incluindo informações acerca do desenvolvimento do problema e descrição da situação de como o comportamento surgiu inicialmente. Um especialista como médico veterinário e um comportamentalista canino podem ajudar no diagnóstico. 


O tratamento:

O tratamento deverá ser realizado com terapia comportamental. Esse tratamento incluirá o ensinamento ao cão a tolerar as ausências do tutor e corrigir os problemas específicos de mastigação, arranhaduras, escavações, latidos ou evacuações causadas pela ansiedade. A terapia requer um tutor com compreensão, dedicação, paciência e tempo. Em todos os casos é necessário fazer com que o cão permaneça calmo. A ajuda de um comportamentalista canino e/ou adestrador, será fundamental no processo de tratamento. 

Dicas de como fazer o cão lidar com a separação:
A primeira coisa que se deve saber é como o tutor poderia lidar com o cachorro e a solidão eventual. Quando sair  até o momento de chegar em casa, a forma como o tutor age e reage às coisas que ele faz é que vai mostrar ao pet como ele deve se comportar na ausência. É importante que a família  conheça as boas práticas para amenizar o sofrimento do pet. E é importante que uma vez definida as regrinhas, limites e restrições na relação do pet com seus tutores, TODOS da casa devem se empenhar para seguir e praticar as regras. Isso vai contribuir para o progresso do cão. Caso apenas um membro da família esteja se esforçando para trabalhar a ansiedade de separação do seu cão e outros não, isso causará confusão no cão, agravando seu problema comportamental e gerando mais estresse. 

O que fazer?

• Antes de sair:
Antes de sair brinque bastante com ele e dê um passeio. Ele estará cansado quando estiver saindo, então vai gastar o restante de energias comendo, dormindo e bebendo água. Faça enriquecimento ambiental. É indispensável nesse trabalho em cima da ansiedade de separação. 
• Na hora de sair:
Saia rápido e sem despedidas longas. Para que o cão não sofra em uma despedida longa, será necessário rapidez, então não dê atenção no momento da saída. O cão é esperto. Ele pode saber quando você está de saída. E sempre que você fala de forma carinhosa, fofinha ou com voz de bebê pra ele, não ajuda em nada! Lembre-se que antes de tudo, ele é um cão. 


Como acostumar o pet com as saídas?

I. Faça saídas teste, sempre rápidas para mostrar ao cão que voltará logo. Comece com pouco tempo e no decorrer do exercício aumente.
II. Troque toda sua roupa e pegue as chaves de casa, depois tire a roupa que ia sair e vista a de ficar em casa.
III. Mude a rotina de saída. Deixe tudo pronto com antecedência, para que o cão não fique tão atento às suas saídas.
IV. Enriqueça o ambiente com brinquedos e ração para entreter o cão. Garrafas pet, cartelas de ovos, pedaço de bambu, côco seco, caixas de papelão, entre outros materiais caseiros, são ótimos para enriquecer o ambiente. É melhor seu cão destruir uma garrafa pet com petisco ou ração dentro, do que destruir seu sofá que foi mais de R$ 1.500,00 ou outro móvel de maior valor material e até sentimental. 
V. Espalhe petiscos para cachorro pela casa, escolha os pontos da casa e o esconda para que o pet encontre. Assim você fará com que seu cão use o olfato para encontrar petiscos. Nunca esqueça que o olfato do cão é muito superior ao nosso. Isso fará com que ele gaste energia mental também, que é muito importante. 
VI. Aposte na terapia alternativa com flores e consulte um veterinário para ter certeza de qual usar.
VII. Estimule a mastigação do pet com brinquedos apropriados, isso o ajudará a aliviar o estresse e tomará um bom tempo.

• Na chegada:

É importante não interagir com o cão assim que chegar. Assim ele compreende que sairá e voltará e não será necessário ficar muito agitado.
Se você chegar calmo, o pet poderá entender que só é mais um exercício, então quando ele estiver calmo o cumprimente e o agrade. Isso é uma regra: apenas dê atenção, carinho, contato olho no olho, quando o seu cão estiver calmo, tranquilo. Assim você estará reforçando positivamente um bom comportamento, e não alimentando a ansiedade de separação. 

Caso nada funcione:

Encontre um especialista em comportamento animal para que ele possa ser acompanhado de perto e evolua no processo de aprendizagem. O ideal é que esse treinamento seja introduzido na vida do pet desde filhote e caso seja adulto, logo nos primeiros contatos entre tutor, lar e ele. 

 

A Cão Feliz é especializada em bem estar e comportamento canino. Todos os dias atendemos diversos casos de cães com ansiedade de separação. Tutores, queremos dizer a vocês que qualquer esforço ou sacrifício que tenha que fazer para ajudar seu cão, vale a pena! A ansiedade de separação, assim como qualquer problema comportamental, priva o cão de uma vida saudável, com alegria, bem estar. Se você ama o seu cão, busque ajuda imediatamente. Nossa metodologia é simples, prática e eficiente. E milhares de pessoas pelo Brasil já melhoraram o relacionamento com seus cães, a um nível que não imaginavam que podiam chegar.